16/11/09
Você é a favor da aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra homossexuais?
Estudantes alemães ocupam universidades em protesto
Estudantes alargaram os protestos contra o pagamento de propinas ocupando instalações de universidades em Berlim e Munique.
Em Munique, centenas de estudantes ocuparam a Aula Magna da Universidade Ludwig Maximilian e resolveram manter-se em debate permanente sobre a reforma do ensino superior naquelas instalações.
Em Berlim, estudantes da Universidade Livre e da Universidade Humboldt ocuparam também salas de aula e fizeram plenários para aprovar moções de protesto. As ocupações deverão manter-se nos próximos dias, disse um porta-voz dos manifestantes.
Em Tuebingen, no sul da Alemanha, a polícia pôs fim à ocupação da Universidade local por cerca de 200 estudantes, que depois de alguma resistência abandonaram pacificamente o campus universitário.
Outras reitorias, como as das universidades de Berlim, por exemplo, preferiram dialogar com os estudantes e negociar um prazo para abandonarem as salas de aulas.
Segundo a comissão coordenadora dos protestos, os estudantes ocuparam instalações universitárias em 20 cidades do país.
Tudo começou há alguns dias na Universidade de Viena (Áustria), onde um grupo de estudantes exigiu melhores condições de trabalho e estudo.
Entretanto, os protestos alastraram a vários países da Europa, embora as revindicações sejam diferentes.
Os estudantes alemães exigem sobretudo a abolição do pagamento de propinas e criticam a implementação dos chamados cursos de Bolonha, que se destinam a unificar o ensino superior na União Europeia, e a substituir as clássicas licenciaturas de cinco anos por um bacharelato de três anos, seguido ou não por um mestrado de dois anos.
Em declarações à emissora pública SWR, a ministra do Ensino Superior alemã, Annete Schavan, pediu aos governos estaduais, que constitucionalmente têm a tutela do ensino, para acelerarem as reformas do Processo de Bolonha.
"A política educativa tem de ser credível e as matérias desnecessárias têm de ser suprimidas dos cursos, para aliviar a carga horária dos estudantes", defendeu a ministra democrata-cristã.
A oposição alemã solidarizou-se com os estudantes e acusou Annete Schavan de culpar os governos estaduais pela má situação no ensino superior.
Fonte: Jornal Expresso - Portugal
08/11/09
02/11/09
Lindo, lindo o nascimento de um elefante
Não fiquem chocados com o comportamento da mãe. O elefante-bebê na natureza deve aprender a andar imediatamente para não correr o risco de ser atacado por outros animais.
01/11/09
Musa de alemão diz que entrou 'numa fria'
Josiane Alves, uma diarista de 29 anos, mãe de dois filhos e radicada em Indaiatuba, é o pivô da amalucada história de amor que ganhou as páginas de jornais do mundo inteiro durante esta semana. Foi procurando por ela, com o firme propósito de se casar, que o alemão Heinz Müller, de 46 anos, desembarcou na região de Campinas no final de setembro. Os dois se conheceram pela internet. Como a moça estava em crise com o companheiro (um pintor de paredes, pai das crianças), ela confessa que, separada, estava mesmo procurando um novo namorado. Chegou até a morar um tempo no Interior do Paraná para esquecer o parceiro e só voltou quando foi acolhida na casa de uma amiga.
A diarista conheceu o alemão em um portal de relacionamento, por indicação dessa própria amiga. O casal passou um ano trocando mensagens. A paquera evoluiu para juras de amor e planos de casamento. Mas, para a moça, o papo na internet com o alemão era apenas uma brincadeira. Ela nunca imaginou que Müller estivesse levando a conversa a sério. E, principalmente, que tivesse coragem de viajar até o Brasil. Pois ele veio mesmo. E chegou justamente na época em que a moça reatava o relacionamento com o pintor.
Müller se hospedou no Hotel Passaledo, na região central de Indaiatuba. E marcou encontro com Josiane. Na conversa, a diarista foi logo dizendo para o alemão que tudo era uma brincadeira e que ela não estava interessada em viver com ele. Pois o pretendente, falando um português todo enrolado, batia o pé e dizia que tinha viajado para se casar. Foi neste ponto, no entanto, que Josiane descobriu que o namorado virtual era bem diferente do Müller de carne e osso. “Ele falava de jeito agressivo, ofendendo todo mundo que estava à sua volta. Eu me assustei. Descobri que eu tinha entrado em uma fria”, afirmou a diarista.
Josiane disse que se encontrou com Müller uma segunda vez, só para dizer que não queria mais vê-lo. Foi quando o alemão arrumou as malas e deixou o hotel. Os dois encontros foram suficientes para que a moça ficasse sabendo que ele já foi casado na Alemanha, é pai de três filhos e dono de um apartamento “em uma cidade de nome comprido e complicado”. O homem já tinha estado no Brasil e no México outras vezes, à procura de namoradas. A diarista até chegou a ganhar do alemão um papel onde estavam anotados os endereços eletrônicos dos parentes dele. “Mas eu joguei fora. Rompi de vez. Comecei a ficar com medo”, disse.
Fonte
Leia mais aqui e aqui.
A diarista conheceu o alemão em um portal de relacionamento, por indicação dessa própria amiga. O casal passou um ano trocando mensagens. A paquera evoluiu para juras de amor e planos de casamento. Mas, para a moça, o papo na internet com o alemão era apenas uma brincadeira. Ela nunca imaginou que Müller estivesse levando a conversa a sério. E, principalmente, que tivesse coragem de viajar até o Brasil. Pois ele veio mesmo. E chegou justamente na época em que a moça reatava o relacionamento com o pintor.
Müller se hospedou no Hotel Passaledo, na região central de Indaiatuba. E marcou encontro com Josiane. Na conversa, a diarista foi logo dizendo para o alemão que tudo era uma brincadeira e que ela não estava interessada em viver com ele. Pois o pretendente, falando um português todo enrolado, batia o pé e dizia que tinha viajado para se casar. Foi neste ponto, no entanto, que Josiane descobriu que o namorado virtual era bem diferente do Müller de carne e osso. “Ele falava de jeito agressivo, ofendendo todo mundo que estava à sua volta. Eu me assustei. Descobri que eu tinha entrado em uma fria”, afirmou a diarista.
Josiane disse que se encontrou com Müller uma segunda vez, só para dizer que não queria mais vê-lo. Foi quando o alemão arrumou as malas e deixou o hotel. Os dois encontros foram suficientes para que a moça ficasse sabendo que ele já foi casado na Alemanha, é pai de três filhos e dono de um apartamento “em uma cidade de nome comprido e complicado”. O homem já tinha estado no Brasil e no México outras vezes, à procura de namoradas. A diarista até chegou a ganhar do alemão um papel onde estavam anotados os endereços eletrônicos dos parentes dele. “Mas eu joguei fora. Rompi de vez. Comecei a ficar com medo”, disse.
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30/10/09
Luta contra a pobreza e exclusão social na linha da frente da Europa
A União Europeia dedicará o ano de 2010 à luta contra a pobreza e exclusão social, tentando responder ao facto de 17% da sua população não ter os meios necessários para satisfazer as necessidades mais básicas. O lançamento do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social ocorrerá a 21 de Janeiro, em Madrid.
“A pobreza é normalmente associada aos países em vias de desenvolvimento nos quais a subnutrição, a fome e a falta de água limpa e potável são desafios quotidianos. Contudo, a Europa também é afectada pela pobreza e pela exclusão social, onde apesar de estes problemas poderem não ser tão gritantes, são ainda assim inaceitáveis”, lê-se no site que apresenta as iniciativas do próximo Ano Europeu.
Em Portugal, o programa será baseado em quatro prioridades: contribuir para a redução da pobreza e prevenir os riscos de exclusão através de acções concretas; aumentar a compreensão e a visibilidade do fenómeno da pobreza e da sua natureza pluridisciplinar; mobilizar a sociedade para o esforço de erradicar a pobreza e as situações de exclusão; assumir que a pobreza é um problema de todos os países.
A estratégia de comunicação prevê a realização de sessões públicas, a criação de um site e de uma campanha nos media, bem como o desenvolvimento de pólos de dinamização local, entre outras iniciativas.
De acordo com o projecto enviado por Portugal para as instâncias comunitárias, o lema nacional do Ano Europeu será “A pobreza é um problema de todos”. Segundo o mesmo documento, o agendamento das actividades só será possível quando o Programa Nacional estiver preparado, o que se prevê venha a acontecer em Dezembro. O orçamento da participação portuguesa ultrapassa os dois milhões de euros.
A Comissão Europeia elaborou um documento de 26 páginas onde foram elencados os objectivos e prioridades do próximo ano, os temas que serão abordados, bem como a coordenação e financiamento das actividades.
O texto sublinha que a crise económica e financeira internacional de 2008 terá efeitos a longo prazo no trabalho, reconhecendo que as pessoas mais vulneráveis sofrerão as maiores consequências.
A União Europeia define alguns compromissos para 2010 na luta contra a pobreza, sobretudo ao nível da infância, nas famílias e nos orfanatos. Por outro lado, compromete-se a promover o mercado de trabalho, a investir na educação, saúde e promoção social, e a dar maior atenção aos portadores de deficiências.
Segundo o documento, é preciso favorecer o acesso à cultura, eliminar a discriminação, investir na inclusão social dos imigrantes e das minorias étnicas, responder às exigências dos sem-tecto e das pessoas que vivem em situações vulneráveis.
O lançamento do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social ocorrerá a 21 de Janeiro, em Madrid.
Fonte: Agência Ecclesia/NL
“A pobreza é normalmente associada aos países em vias de desenvolvimento nos quais a subnutrição, a fome e a falta de água limpa e potável são desafios quotidianos. Contudo, a Europa também é afectada pela pobreza e pela exclusão social, onde apesar de estes problemas poderem não ser tão gritantes, são ainda assim inaceitáveis”, lê-se no site que apresenta as iniciativas do próximo Ano Europeu.
Em Portugal, o programa será baseado em quatro prioridades: contribuir para a redução da pobreza e prevenir os riscos de exclusão através de acções concretas; aumentar a compreensão e a visibilidade do fenómeno da pobreza e da sua natureza pluridisciplinar; mobilizar a sociedade para o esforço de erradicar a pobreza e as situações de exclusão; assumir que a pobreza é um problema de todos os países.
A estratégia de comunicação prevê a realização de sessões públicas, a criação de um site e de uma campanha nos media, bem como o desenvolvimento de pólos de dinamização local, entre outras iniciativas.
De acordo com o projecto enviado por Portugal para as instâncias comunitárias, o lema nacional do Ano Europeu será “A pobreza é um problema de todos”. Segundo o mesmo documento, o agendamento das actividades só será possível quando o Programa Nacional estiver preparado, o que se prevê venha a acontecer em Dezembro. O orçamento da participação portuguesa ultrapassa os dois milhões de euros.
A Comissão Europeia elaborou um documento de 26 páginas onde foram elencados os objectivos e prioridades do próximo ano, os temas que serão abordados, bem como a coordenação e financiamento das actividades.
O texto sublinha que a crise económica e financeira internacional de 2008 terá efeitos a longo prazo no trabalho, reconhecendo que as pessoas mais vulneráveis sofrerão as maiores consequências.
A União Europeia define alguns compromissos para 2010 na luta contra a pobreza, sobretudo ao nível da infância, nas famílias e nos orfanatos. Por outro lado, compromete-se a promover o mercado de trabalho, a investir na educação, saúde e promoção social, e a dar maior atenção aos portadores de deficiências.
Segundo o documento, é preciso favorecer o acesso à cultura, eliminar a discriminação, investir na inclusão social dos imigrantes e das minorias étnicas, responder às exigências dos sem-tecto e das pessoas que vivem em situações vulneráveis.
O lançamento do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social ocorrerá a 21 de Janeiro, em Madrid.
Fonte: Agência Ecclesia/NL
29/10/09
Há quase 15 dias morando em aeroporto, alemão diz que aguarda 'amada' o buscar

por Luciana Bonadio
O alemão Heinz Müller, de 46 anos, está morando há quase 15 dias no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, a 93 km de São Paulo, à espera de uma mulher que diz ter conhecido pela internet. “Ser famoso não me interessa, quero estar em uma família, ser feliz”, afirma o homem, misturando palavras em português, espanhol e alemão.
Müller chegou ao Brasil em 4 de outubro para, segundo ele, encontrar uma moradora de Indaiatuba, a 98 km da capital paulista. Eles conversavam pela internet desde 18 de março deste ano. “Eu dizia eu te amo mais a cada dia e ela, te amo mais a cada instante”, conta. Por causa deste amor, decidiu voltar ao Brasil – ele conta já ter vivido em Curitiba, no Paraná, entre agosto de 2006 e abril de 2007.
No dia seguinte à chegada ao país, o alemão diz ter encontrado a sua "doce amada", de nome Josiane, em um hotel de Indaiatuba. Ele afirma que eles alugaram uma casa e passado alguns dias juntos. O homem não sabe descrever, porém, como chegou ao aeroporto. Ele afirma apenas que precisou ir até Viracopos para passar na Polícia Federal e, desde o dia 16 de outubro, espera que a mulher o busque no local. A documentação do homem está em dia e, como não há incidentes envolvendo Müller dentro do aeroporto, ele não pode ser retirado do local – a área que ele ocupa é pública.
De acordo com Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apesar de ter um papel com um número de telefone que seria de sua amada, o alemão não consegue localizá-la. Ainda, segundo o órgão, Müller pode ficar em Viracopos o tempo que quiser, desde que não incomode os demais passageiros.
Há 13 dias, ele ocupa uma cadeira do terminal de passageiros do aeroporto. Não se separa do carrinho com seus pertences: um laptop, a pasta com documentos, uma mala de roupas, uma impressora e um saco de roupas sujas. Na tarde desta quarta-feira (28), ele diz que estava com apenas R$ 10 no bolso. O alemão dorme sentado no banco e troca de roupas no banheiro do terminal. Ele afirma que come quando alguém o oferece alimentos. “Umas vezes me dão, outras não.”
No laptop, há fotos que, segundo ele, são de Josiane, dos dois filhos dela e dos três filhos dele (uma menina e dois meninos). Segundo ele, seus filhos moram no México, onde Müller viveu por três anos. O homem conta que não vê as crianças há sete anos. O alemão mostra no computador um desenho que diz ter sido feito pela filha de Josiane, onde está escrito: “de Karol para o papai”. Enquanto vê as fotos da mulher, ele repete a todo instante: “Eu te amo”.
Ex-piloto
O alemão conta ter nascido em uma cidade perto de Munique. Diz que foi soldado durante 11 anos e, depois, piloto de avião. Müller afirma ter pilotado no período que morou no México e na Alemanha. O alemão mostra, inclusive, fotos dele com roupas de comandante e de soldado - ele conta que se aposentou em 2004. Depois disso, descobriu que tem Mal de Parkinson.
Durante o período em que morou em Curitiba, ele afirma ter casado com uma brasileira. Em abril de 2007, voltou para a Alemanha e a mulher seguiu para lá um ano depois. O relacionamento acabou, ainda segundo o relato de Müller, no fim do ano passado. Meses depois conheceu Josiane pela internet e decidiu que queria voltar ao Brasil. “É um país bonito, é diferente. Eu gosto de coisas diferentes”, afirma.
O grande objetivo de Müller agora é conseguir acesso à internet para conversar com Josiane – ele mantém a foto dela na tela do computador. “Eu a amo muito. Quero passar meus dias felizes com ela, quero trabalhar”, conta. Ele diz a todo momento que a mulher trabalha muito. O alemão conta ainda que deve receber um dinheiro em seu país nos próximos dias, mas não sabe como transferi-lo para o Brasil, porque não tem conta no país. Ele não cogita a possibilidade de voltar para a Alemanha. “Quero ter passaporte brasileiro.”
A Infraero diz que já conseguiu vaga em um abrigo para o alemão, mas ele não aceita deixar o aeroporto.
leia mais sobre o caso alemão aqui
O alemão Heinz Müller, de 46 anos, está morando há quase 15 dias no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, a 93 km de São Paulo, à espera de uma mulher que diz ter conhecido pela internet. “Ser famoso não me interessa, quero estar em uma família, ser feliz”, afirma o homem, misturando palavras em português, espanhol e alemão.
Müller chegou ao Brasil em 4 de outubro para, segundo ele, encontrar uma moradora de Indaiatuba, a 98 km da capital paulista. Eles conversavam pela internet desde 18 de março deste ano. “Eu dizia eu te amo mais a cada dia e ela, te amo mais a cada instante”, conta. Por causa deste amor, decidiu voltar ao Brasil – ele conta já ter vivido em Curitiba, no Paraná, entre agosto de 2006 e abril de 2007.
No dia seguinte à chegada ao país, o alemão diz ter encontrado a sua "doce amada", de nome Josiane, em um hotel de Indaiatuba. Ele afirma que eles alugaram uma casa e passado alguns dias juntos. O homem não sabe descrever, porém, como chegou ao aeroporto. Ele afirma apenas que precisou ir até Viracopos para passar na Polícia Federal e, desde o dia 16 de outubro, espera que a mulher o busque no local. A documentação do homem está em dia e, como não há incidentes envolvendo Müller dentro do aeroporto, ele não pode ser retirado do local – a área que ele ocupa é pública.
De acordo com Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), apesar de ter um papel com um número de telefone que seria de sua amada, o alemão não consegue localizá-la. Ainda, segundo o órgão, Müller pode ficar em Viracopos o tempo que quiser, desde que não incomode os demais passageiros.
Há 13 dias, ele ocupa uma cadeira do terminal de passageiros do aeroporto. Não se separa do carrinho com seus pertences: um laptop, a pasta com documentos, uma mala de roupas, uma impressora e um saco de roupas sujas. Na tarde desta quarta-feira (28), ele diz que estava com apenas R$ 10 no bolso. O alemão dorme sentado no banco e troca de roupas no banheiro do terminal. Ele afirma que come quando alguém o oferece alimentos. “Umas vezes me dão, outras não.”
No laptop, há fotos que, segundo ele, são de Josiane, dos dois filhos dela e dos três filhos dele (uma menina e dois meninos). Segundo ele, seus filhos moram no México, onde Müller viveu por três anos. O homem conta que não vê as crianças há sete anos. O alemão mostra no computador um desenho que diz ter sido feito pela filha de Josiane, onde está escrito: “de Karol para o papai”. Enquanto vê as fotos da mulher, ele repete a todo instante: “Eu te amo”.
Ex-piloto
O alemão conta ter nascido em uma cidade perto de Munique. Diz que foi soldado durante 11 anos e, depois, piloto de avião. Müller afirma ter pilotado no período que morou no México e na Alemanha. O alemão mostra, inclusive, fotos dele com roupas de comandante e de soldado - ele conta que se aposentou em 2004. Depois disso, descobriu que tem Mal de Parkinson.
Durante o período em que morou em Curitiba, ele afirma ter casado com uma brasileira. Em abril de 2007, voltou para a Alemanha e a mulher seguiu para lá um ano depois. O relacionamento acabou, ainda segundo o relato de Müller, no fim do ano passado. Meses depois conheceu Josiane pela internet e decidiu que queria voltar ao Brasil. “É um país bonito, é diferente. Eu gosto de coisas diferentes”, afirma.
O grande objetivo de Müller agora é conseguir acesso à internet para conversar com Josiane – ele mantém a foto dela na tela do computador. “Eu a amo muito. Quero passar meus dias felizes com ela, quero trabalhar”, conta. Ele diz a todo momento que a mulher trabalha muito. O alemão conta ainda que deve receber um dinheiro em seu país nos próximos dias, mas não sabe como transferi-lo para o Brasil, porque não tem conta no país. Ele não cogita a possibilidade de voltar para a Alemanha. “Quero ter passaporte brasileiro.”
A Infraero diz que já conseguiu vaga em um abrigo para o alemão, mas ele não aceita deixar o aeroporto.
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